Nossa História

A Associação Cultural e Beneficente Ilê Mulher é uma entidade feminista, não sexista que nasceu durante o carnaval de 2000, nas comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil e também, quando o carnaval coincidiu com o Dia Internacional da Mulher – 8 de março. Nosso objetivo foi colocar 500 mulheres de diferentes cores, profissões, idades e religiões para desfilar no sambódromo.

Dar visibilidade as mulheres que trabalham com o carnaval, mas que não tinham a oportunidade de participar desta festa popular, impulsionou a nossa trajetória. De lá para cá, seguimos desenvolvendo temas voltados para as lutas das mulheres, garantia de segurança e acesso aos seus direitos.

Com a participação ativa do Ilê Mulher em diversas atividades sociais e aceitação  a entidade repensou sua zona de atuação e decidiu estender o programa também para os homens. Através do viés da concepção de que a carência de autoestima e de valoração da vida se estabelece além do gênero, quando relacionamos a população em vulnerabilidade social. Nessa perspectiva, em 2004, o Ilê Mulher passa a desenvolver projetos, programas e ações sociais voltadas para a população adulta de baixa ou nenhuma renda, priorizando moradores de rua.

Com essa determinação,  a Casa de Convivência  (chamada carinhosamente pelos usuários de “Casinha”) é aberta para ofertar palestras, cursos, grupos de trabalho e oficinas, serviço este que durou 10 anos, atendeu mais de 50 mil pessoas e que virou referência em todo o país. No entanto, em 2014, por uma decisão de governo o serviço é encerrado (mesmo com toda a luta dos próprios usuários e entidade).  A Presidenta Rosmari Castilhos e a Diretora de Projetos Iara da Rosa passam a buscar arduamente pela reabertura, e com o reordenamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), conseguem retornar com o projeto, através do Serviço de Convivência e Fortalecimento Vínculos (SCFV).

O SCFV  atende cerca de 90 pessoas por dia (45 vagas pela manhã e 45 à tarde), de segunda a sexta, das 09h às 17h, ofertando oficinas de música, capoeira, artes, fotografia, teatro, redução de danos, cidadania, inclusão digital, rádio e saúde corporal.

Outro pilar central da entidade é o acolhimento de mulheres em vulnerabilidade social e risco através de três casas abrigos (Casa Lilás, Casa Lira e Jacobina Maurer) que possuem acompanhamento de assistentes sociais e de colaboradores  que buscam pelo resgate da estima e da reintegração, inserção dessas ao convívio social.

O Ilê Mulher também oferta a Oficina de Geração de Renda, no município de  Arroio do Sal, através da elaboração de artesanato como alternativa para a sustentabilidade de mulheres em situação de vulnerabilidade social. A entidade promove vários cursos de artesanato com material reciclado, pano, papel e tantos outros materiais. O atelier fica localizado no Centro de Arroio do Sal, Rio Grande do Sul.

A nossa missão é o resgate da auto-estima e o combate diário à discriminação étnico/ racial e social, através de alternativas de apoio as pessoas em situação de risco e vulnerabilidade cultural, social, educacional e econômica.