Casas Abrigos

A Associação Cultural e Beneficente Ilê Mulher a mais de uma década trabalha na perspectiva de igualdade de gênero com uma Política de Valorização aos Direitos Humanos. Neste âmbito a violência contra a mulher se destaca como sendo uma das mais graves violações dos direitos das mulheres.

O registro elevado das violências contra as mulheres revela a face de um sistema familiar e social que precisa ser trabalhado de forma equânime, dialogando com movimentos sociais com poder executivo, legislativo, judiciário e com a sociedade civil, sendo este um desafio para construção de uma nova cultura de valorização a mulher, onde esta desempenhe o protagonismo na sua história.

Conforme as Diretrizes Nacionais para Abrigamento de Mulheres em Situação de Risco e Violência, no que tange ao atendimento às mulheres previsto na Lei, uma das questões fundamentais para garantir a integridade física e moral da mulher diz respeito ao abrigamento nos casos de risco de morte. Neste nível de assistência, a principal resposta do Estado está traduzida na criação de equipamentos denominados Casas-Abrigo, que tem por atribuição prover, de forma provisória, medidas emergenciais de proteção em locais seguros para acolher mulheres em situação de violência doméstica e familiar sob risco de morte, acompanhadas ou não de seus filhos(as).

Esses serviços constituíram a primeira resposta do Estado brasileiro para as mulheres em situação de violência sob grave ameaça e risco de morte. Atualmente, com a promulgação da Lei Maria da Penha, a demanda das mulheres por abrigamento tornou-se mais complexa, na medida em que são previstas outras medidas para a proteção das mulheres ameaçadas, tais como: as medidas protetivas de urgência voltadas para impor limitações ao acusado da agressão (art.22²) e outras voltadas para garantir os direitos e as necessidades da mulher em situação de violência (art. 23³).

Assim, no sentido de cumprir o previsto na Lei Maria da Penha em consonância com as Diretrizes Nacionais de Abrigamentos as Mulheres em Situação de Violência, a Instituição Ilê Mulher com comprometimento e excelência nas suas ações executa o trabalho nas Casas Abrigos; Lilás, Lira  e   Jacobina Maurer.  Temos como base o cuidado com as mães, seus filhos e a toda e qualquer mulher vítima de violência e em situação de risco que necessite auxílio e atenção na reorganização da sua vida.

Casa Abrigo Lilás

A Casa Abrigo Lilás acolhe mulheres vítimas de violência doméstica no  município de Porto Alegre, abarcada pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11. 340/2006). O projeto foi aprovado pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), em 2008, sendo assinado e conveniado com a Prefeitura de Porto Alegre, em 2009. A Lilás é a primeira Casa Abrigo gerenciada pelo Ilê Mulher e atende mulheres com filhos de até 12 anos.


Casa  Lira 

No dia 07 de março de  2012, o Ilê Mulher em parceria com a Prefeitura  Municipal de Canoas, através da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres e Secretaria do Desenvolvimento Social implementa e passa a gerenciar a Casa Abrigo Azul para atender mulheres em situação de vulnerabilidade e risco social.

Sete ano depois, no dia 08 de março de 2018 (Dia Internacional de Luta das Mulheres) , a então casa Azul, passa a ser intitulada como Casa Lira , em uma homenagem a Comissária de Polícia Lira Spíndola Machado que atuou cerca de 20 anos na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.


Casa Abrigo Regional Jocabina Maurer

A Casa Abrigo Regional Jacobina Maurer é um abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica atendendo aos municípios de Esteio, Novo Hamburgo e Sapiranga. Iniciou suas atividades oficialmente em Agosto de 2016, depois de seis anos de planejamento, organização e negociações entre os municípios parceiros.