Ilê Mulher deixa administração da Casa Abrigo Regional Jacobina Maurer

A Associação Cultural e Beneficente Ilê Mulher anuncia que a partir do dia 30 de junho de 2018, deixa a administração da Casa Abrigo Regional Jacobina Maurer, na cidade de Sapiranga. Após dois anos de trabalho diário e comprometimento por parte da Associação, a Prefeitura de Sapiranga solicitou o encerramento do convênio, informando que a Secretaria de Assistência Social passará a assumir a execução deste serviço.

Ressaltamos que nosso compromisso sempre foi a luta pela garantia de direitos a todas as mulheres, construindo caminhos de acesso às políticas públicas no que se refere a segurança de uma vida sem violência, a saúde, educação, habitação e mobilidade social, para si e para seus filhos. Nossa condução a frente da Casa Abrigo Regional Jacobina Maurer foi realizada através de uma metodologia própria desenvolvida pela constante escuta das mulheres abrigadas, da troca e reflexão com nossas colaboradoras/es e com a Rede de Assistência Social dos municípios ao qual a Organização está inserida.

Reafirmamos que a existência de Casas Abrigo para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica é um direito conquistado com muita luta, denúncia e resistência. Esses espaços são abarcados pela Lei Maria da Penha e contribuem para que as vítimas se afastem dos contextos de violência. Assim, a Casa Jacobina Maurer foi materializada através de verba pública federal destinada para a segurança das mulheres de Sapiranga e região, não devendo ser descaracterizada de sua missão. Durante os dois anos de trabalho buscamos multiplicar nossa concepção de políticas públicas para as mulheres. Fomos firmes na qualidade do serviço e nos empenhamos para que a política partidária não ultrapassasse os muros do espaço ao qual fomos responsáveis.

No dia 02 de junho de 2018, uma matéria sobre a Casa Abrigo foi disseminada pelo Jornal Repercussão. Matéria que dentre muitos elogios ao trabalho demonstrava de forma equivocada a visão sobre a política para as mulheres, muitas vezes divulgada somente para dar visibilidade àqueles e aquelas que nunca se interessaram em conhecer o espaço e o serviço oferecido. O Jornal se posiciona de forma parcial, ao descartar o Ilê Mulher como fonte essencial da matéria. A notícia tendenciosa manipula as informações ao atribuir a administração do serviço exclusivamente a Coordenadoria da Mulher, omitindo o empenho e trajetória da Associação na gestão da Casa Abrigo, e ainda afirma sobre atividades que nunca foram concretizadas dentro do espaço, como a realização de oficinas de geração de renda.

Durante a nossa gestão fizemos o melhor possível dentro das condições permitidas, qualificamos e fortalecemos a nossa rede de colaboradores que trabalhou com empenho e transparência. Por isso, encerramos esta parceria com o sentimento de tristeza pelas 16 pessoas da nossa equipe que ficarão sem emprego e com a responsabilidade de prover suas famílias!

Seguimos com a convicção de ter feito a diferença em Sapiranga, plantamos uma semente que se bem cuidada poderá dar frondosos frutos! Basta que haja vontade política e respeito aos Direitos das Mulheres!